domingo, 3 de novembro de 2013

Doce criatura iludida,acreditastes mesmo que poderias ser feliz? Acreditas-te na velha lenda de que só o amor liberta? Iludida,usada e descarda, Como sempre...
Espero que agora aprendas que seu lugar é sozinha,que só há escuridão em ti e sempre haverá...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Borderline


Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), 
 É definido como um grave transtorno de personalidade caracterizado por desregulação emocional, raciocínio extremista (cisão) e relações caóticas. O termo "borderline" (limítrofe) deriva da classificação de Adolph Stern, que descreveu esta doença, na década de 1930, como uma patologia que permanece no limite entre a neurose e a psicose. 
Pessoas com personalidade limítrofe podem possuir uma série de sintomas psiquiátricos diversos, como problemas de identidade e humor instável e reativo, assim como sensações de irrealidade e despersonalização. Com tendência a um comportamento briguento, também sofrem de impulsividade (sobretudo autodestrutiva),chantagistas,apresentam conduta suicida e sentimentos crônicos de vazio e tédio. Também podem transformar problemas mínimos em causas extremas,traços de autodestruição – os quais englobam a automutilação, com cortes perpetrados em várias partes do corpo, com a intenção de amenizar as dores emocionais, ameaças e até tentativas de suicídio -, consumo de drogas, intensos arrebatamentos verbais, ataques de agressividade, ilusões e alucinações passageiras, impulsividade desenfreada, sem falar nas constantes alterações de humor,  tristeza, raiva, vergonha, sentimento de pânico, horror, sensação de vazio e de extrema solidão.
Estes pacientes têm intensa dificuldade de se relacionar. Fatores genéticos, abusos sexuais, exposição traumática á violência, são algumas das causas apontadas para a eclosão deste distúrbio, pois provocariam desequilíbrio emocional e comportamentos impulsivos. 
Vazio e intolerância às rejeições
O borderline, tipicamente, é intolerante às rejeições sentimentais. Isto quer dizer que qualquer movimento diferente da outra pessoa, percebido pelo borderline, significa que o outro não gosta mais dele, que não lhe quer mais, ou que irá abandoná-lo. Uma simples contrariedade partindo da pessoa por qual o borderline mantém um vínculo afetivo importante, é visto como um sinal de "não", frustração e abandono, mesmo que isto não seja verdade. Inclusive, o borderline costuma "ver coisas" onde, na realidade, não existem. Exemplo de ocasião típica: o borderline vê-se idealizado e apaixonado por uma pessoa. O limítrofe faz um convite para esta pessoa. A outra pessoa diz que, embora queira muito, não pode em tal data, pois inevitavelmente irá viajar. Isto basta para que o borderline entre em uma série de conflitos, mudando drasticamente de humor e comportamento. Para o borderline, isso significa que a outra pessoa não quer sair com ele; significa que o outro o rejeitou, que o odeia e, portanto, sente-se profundamente ferido e desprezado. Esse sentimento de rejeição é tão forte no indivíduo borderline que o faz ter uma crise emocional intensa por um motivo visto como "banal" e comum para os outros. Aos olhos do observador, essa situação é fácilmente contornável, uma vez que resolveria apenas marcar o encontro para outro dia; entretanto, para o borderline isto é visto de maneira totalmente distorcida, sente-se rejeitado encarando a situação como frustração intensa e sinal de que a outra pessoa definitivamente não gosta dele. Então, drasticamente ele muda: passa do amor para o ódio do outro, torna-se agressivo, raivoso, odiável, prometendo maus tratos e vingança. Por dentro corrói-se de decepção, dor e desespero, pois acredita (erroneamente) ter sido fortemente rejeitado. Isso, então, faz com que fique vulnerável a atos autoagressivos . Para as outras pessoas, tudo isso é visto como tempestade em copo d'água, extremismo e exagero, entretanto, para o borderline a situação foi uma grande prova de frustração, uma rejeição que implica que a outra pessoa o odeia. Como é perceptível, o indivíduo com TPB tem muito medo de ser rejeitado por quem ama, mas a forma como demonstra esse medo é dissimulada: demonstra através da agressividade e raiva. Ou até mesmo se afastando. O paciente Borderline em muitas vezes se afasta das pessoas que ama e nem percebe,por ama-las e ter medo de perde-las,mesmo não fazendo sentido,isso faz sentido para eles. Na realidade, eles não conseguem admitir esse medo e acabam por demonstrar toda a intolerância de abandono através do ódio, rebeldia, depressão, chantagens, indiferença,sarcasmos e diversos comportamentos que trazem sérios riscos a si próprio e à outra pessoa.
O paciente borderline para viver em paz precisa encontrar um objeto protetor que nunca o deixe. Para isso, eles testam tais "objetos" (as pessoas) para poderem acreditar nisso. Tais testes são manipulações, maus tratos, discussões etc. como forma de que isso atesta que, mesmo através de tais caminhos, o borderline nunca será abandonado. Obviamente, isto traz à tona a grande questão da tolerância das pessoas "alvo" do borderline, afinal, dificilmente as pessoas em sua volta têm tamanha paciência para tais manipulações. O limítrofe parece estar sempre insatisfeito e precisando de mais e mais porque sente um vazio irreparável, um nada, um buraco, uma frustração contínua. Portanto, são pessoas que nunca estão satisfeitas. Exigem demais dos outros, mas nunca se satisfazem, inclusive, não retribuem, demonstrando uma grande ingratidão,mas não pense que esse comportamento é algo planejado,o limitrofe nem percebe o que está fazendo. Muitas vezes ele magoa a quem ama por testa-los e nem se da conta disso.
Facilmente sentem-se irreais ou inexistentes. Com seu amante, podem estar em plena euforia; porém, quando este demonstra qualquer contrariedade às expectativas do borderline, facilmente passam de um humor eufórico para raivoso ou extremamente tristes  e fazem esforços excessivos para evitarem ser rejeitados. Se "abandonados". Seus pensamentos e atos autodestrutivos aumentam de intensidade. Podem fazer tentativas suicidas, sentir que nada mais é real (despersonalização e desrealização), entre outros comportamentos extremos.
Borderlines sentem que estão sempre com um grande sentimento crônico de vazio. Tal sentimento constantemente os incomoda e tendem a achar sempre uma forma de preenchê-lo, mas descrevem que esse sentimento nunca desaparece. Borderlines sentem tudo com uma alta intensidade, sendo que para eles, tudo faz mal, tudo os agride e machuca. Não sabem se proteger, ou ao menos, acreditam não saber. São pessoas que não têm uma noção clara de sua identidade. Na realidade, eles não têm uma identidade bem formada, assim, precisam do apoio de outra identidade, causando assim um grande medo à perda e rejeição de tal identidade cujo borderline o considere. A visão que eles têm de si mesmo se caracteriza por uma visão flutuante e pouco constante. Isso contribui para a grande instabilidade que circula em suas vidas. Quase sempre eles dizem não ter certeza de nada e não sabem o que são ou como é sua personalidade. Eles têm frequentes "crises de identidade", por vezes acreditando que sua personalidade é irreal, falsa ou copiada. Podem ser considerados indecisos e "de lua", pois são pessoas que dizem ou fazem uma coisa, mas em seguida mudam de idéia ou opinião drasticamente. Seus gostos são muito instáveis, podem gostar de uma coisa, para em seguida enjoar da mesma. Sua identidade, orientação sexual e a visão de si mesmos também assim são baseados. Eles se vêem como estranhos, sem amor e sem doçura. São indivíduos que são escravos das suas próprias emoções.
O borderline demonstra um grande medo de ser abandonado ou rejeitado e por isso está sempre a tentar achar uma forma para que isso não aconteça. Alguns evitam começar relacionamentos, especialmente pelo medo de ser rejeitado ou abandonado, depois. Quando em algum relacionamento íntimo, este medo é acompanhado caracteristicamente de esforços frenéticos para evitá-lo. Podem fazer manipulações emocionais, especificamente chantagens, como ameaças ou tentativas de suicídio. Eles podem demonstrar explosões de raiva que terminam frequentemente em auto-agressões, como auto mutilar-se. O medo de ser abandonado é tão enorme nessas pessoas que casualmente sofrem de dissociações, têm distorções da realidade como ter idéias paranóides,no extremo, praticar impulsivamente o suicídio completo.  Contudo, é notável também que a volta da pessoa ocasione a remissão de tais sintomas e manipulações. No entanto, eles têm tanto medo da perda que acabam por ser muito possessivos, ciumentos, sem se darem conta que todo esse comportamento prejudica e assusta as pessoas. De maneira geral, o transtorno de personalidade borderline é um dos principais distúrbios associados ao suicídio e automutilação. Eles podem tomar muitos medicamentos de uma vez só, com ou sem intenção de suicídio, abusar de drogas e bebidas, auto mutilar-se fisicamente, colocar-se em risco, entre outros atos impulsivos com notável tendência autodestrutiva.
O limítrofe é tão intolerável às frustrações que suas rupturas e decepções sentimentais sempre terminam em depressão profunda, conduta violenta, tentativas de suicídio ou autoagressão e, ocasionalmente, param no hospital. Eles têm intensos temores de se sentirem rejeitados ou abandonados. Tais decepções amorosas são muito intensas, dolorosas e insuportáveis em borderlines. 

Instabilidade
O perfil geral do transtorno também inclui uma inconstância invasiva do humo
r, das relações interpessoais, da conduta (comportamento) e da identidade, que pode levar a períodos de dissociação. São pessoas muito instáveis em todos os aspectos de sua vida; seus relacionamentos íntimos são muito caóticos, com tendência a terminar abruptamente de forma explosiva, pois eles são marcados por períodos de grande idealização e grande desvalorização, esforços exagerados para evitar a perda, chantagens emocionais e possessividade. A instabilidade emocional também contribui para relacionamentos instáveis. O humor do borderline pode ser muito lábil, alternando diariamente entre períodos de depressão profunda, euforia, irritabilidade (não necessariamente nessa ordem) e ansiedade. A inconstância também é intensa na própria percepção de si mesmo, nas atitudes, opiniões e até na sexualidade.
O fato de borderlines serem extremistas faz com que tenham visões assim extremistas até mesmo de seus objetivos e futuro. Quando consegue iniciar um projeto (estudos para o vestibular, emprego, entre outros planos em longo prazo), ele é frequentemente presunçoso: sua meta é ser reconhecido ou nada valerá a pena. Como em geral, não vai ser reconhecido imediatamente, ele abandona a tarefa prematuramente, sem se quer terminá-lo,atitude por recompensa apenas imediata, com desprezo à paciência de esperar, torna-o frequentemente paralisado e sem objetivos concretos. As tarefas do dia-a-dia também assim são raciocinadas. Quando a recompensa não é imediata, eles abandonam tal projeto ou têm dificuldade em começá-la, dando uma errônea imagem de "preguiçosos" ou "fracassados".
 Eles não têm esse comportamento de forma proposital, pois é notável que sejam pessoas muito perturbadas emocionalmente.
Desconfiança e histeria
Indivíduos limítrofes também têm alta probabilidade às dissociações, histeria e podem ter problemas com amnésia, frequentemente com falhas de memória. Eles também têm grande taxa de desenvolvimento ao transtorno dissociativo de identidade (personalidade múltipla.Esses pacientes apresentam comumente um quadro conhecido como despersonalização ou desrealização. Nesta ocasião, o borderline — geralmente após algum evento que causa angústia e frustração — pode sentir-se como irreal, inexistente. Quando estão numa crise de despersonalização, o indivíduo é tomado por sensações gravemente perturbadoras como ter a sensação de que o mundo em sua volta não é real — nem eles próprios — e de que tudo parece um sonho. Nesses casos, o borderline pode ter um comportamento autodestrutivo para certificar-se de que ele é real e está vivo. 
 Borderlines têm dificuldade em nutrir confiança em relação aos outros, por vezes são desconfiados e têm reações paranóides. Podem ter certeza que existem conspirações contra eles, que estão a enganá-los ou criticá-los, em suma, para o borderline ninguém é digno de confiança e em momentos de grande estresses essas características tornam-se exageradas. Essas ideações paranóides ocasionam no borderline um gatilho para explosões de agressividade e mau gênio, uma vez que o paciente acredita com veemência que as outras pessoas são inconfiáveis. Portanto, as outras pessoas ficam sem entender exatamente o que causou no borderline uma crise de raiva.
Borderlines caminham numa linha tênue entre sanidade e a loucura, às vezes se desequilibram e acabam por caminhar francamente na loucura, com alucinações e idéias delirantes, especialmente em situações estressantes, embora não possam ser diagnosticados como totalmente psicóticos ou esquizofrênicos.
Manias de perseguição e pensamentos paranóides são comuns.
Desregulação emocional e relacionamento familiar
O indivíduo borderline é geralmente visto como "genioso", temperamental, "de lua" e pessoas que facilmente se embravecem. Caracteristicamente, têm dificuldades no controle das emoções e podem ter uma convivência em grupo particularmente complicada. Eles exigem toda a atenção do mundo para si e facilmente são tomados pelas emoções. Podem arranjar conflitos com namorados e familiares com grande demonstração de ciúmes, possessividade e medo de serem abandonados. E ainda com tanta exigência de atenção, armam confusão com notáveis explosões de raiva como agressividade, ironia, xingamentos e até demonstrações físicas de violência. Por isso, podem viver a criar casos com pessoas de sua intimidade.
Pessoas com esse distúrbio, de maneira geral, são superficialmente adoráveis e simpáticos. Porém, com pessoas de sua grande intimidade (ex.: familiares) eles são vistos como irritantes, agressivos, mal-humorados, rebeldes. Tanto que o ambiente intrafamiliar é muitas vezes marcado por brigas e conflitos constantes.
Esses indivíduos não conseguem manter um bom relacionamento entre seus familiares íntimos que convivem dia-a-dia com ele (ex.: pais e irmãos). Por vezes, o ambiente é repleto de discórdias sendo que estes últimos também são classificados hora como bons, hora como maus. A imprevisibilidade e instabilidade típica de limítrofes contribuem para a geração de conflitos intrafamiliar. Essas pessoas que convivem com o indivíduo percebem tais características, como humor instável com demonstração de incapacidade de controlar a raiva (ex.: mau humor frequente, mau gênio, sarcasmo, amargura, agressividade constante). 
A dor física bem como as discussões podem ser formas de aliviar a tensão interna que se alastra no interior do indivíduo limítrofe. Por isso, o borderline se acalma após uma briga com familiares. Enquanto depois da discussão todos ficam mal, como ele descarregou sua tensão, ele age como se nada de importante houvesse acontecido e tende a esperar que os outros reajam assim também.
A convivência diária com borderlines pode ser de extrema dificuldade. Ao longo de um dia, eles podem mudar de humor várias vezes. Podem ser tidos como aqueles que de manhã estão bem, à tarde de sentem-se raivosos, e à noite depressivos, por exemplo. Como se sentem irritadiços por motivos banais, podem tratar hora bem, hora mal aqueles que convivem com ele, sendo que os conviventes não conseguem entender exatamente o motivo que causou a mudança radical de humor e conduta do borderline. Portanto, medo, repulsa e raiva são emoções frequentes que borderlines produzem em pessoas de sua grande intimidade. Familiares sempre percebem que são pessoas que têm facilidade em demonstrar agressividade, sendo que dificilmente conseguem controlar tais hostilidades — perceptíveis através de demonstração de mau humor, agressividade constante, amargura persistente e até ataques de rebeldia ou violência.

Sequelas de abuso na infância
Alguns especialistas acreditam que o transtorno de personalidade limítrofe seja uma síndrome consequente de graves sequelas na personalidade, decorrente de diversas formas de abuso na infância;
Uma boa parte das pessoas com o transtorno tiveram uma infância traumática.
Borderlines têm dificuldade em confiar nas pessoas (especialmente se houve abuso), sobretudo nos indivíduos do mesmo sexo do abusador;
Borderlines com histórico de abuso, podem repetir o roteiro do passado. Eles tendem a se sentir eternamente vitimados porque estão condicionados a esperar o comportamento cruel das pessoas em que confiam. Quando crianças, podem ter se sentido responsáveis pela circunstância traumática. Podem ter acreditado que algo neles levou as pessoas agirem daquela forma cruel. Então, quando adultos, essas crianças anteriormente abusadas esperam o pior das pessoas, existindo sempre um grande pessimismo. 
Pessoas que sofreram bullying e humilhações frequentes na infância ou adolescência também é propensa a se tornar borderline. De acordo com Joel Paris, “Alguns pesquisadores, como Judith Herman, acreditam que o Transtorno de Personalidade Limítrofe é um nome dado a uma manifestação particular do Estresse Pós-Traumático (EPT)".

Despersonalização
Borderlines podem sentir que não são reais, são inexistentes, especialmente quando estão sozinhos;
 Eles relatam tal fenômeno sendo frequente, mas que aumentam de intensidade nos momentos em que estão a sós ou sentem-se abandonados, ignorados ou rejeitados.
A despersonalização pode ser referida por uma sensação de irrealidade, de que nada mais é real em sua volta, nem eles mesmos. Tais sensações são tão fortes que podem se sentir deprimidos e angustiados, sendo às vezes um gatilho para a auto mutilação (podem se mutilar para sentir que são reais)

Medicação
Um número de medicamentos é usado em pacientes com TPL. Devido ao fato de o transtorno ser considerado primariamente uma condição psicosocial, a medicação tem mais como função tratar as comorbidades, como ansiedade e depressão, do que o transtorno por si. Antidepressivos são usados para melhorar o sentimento de vazio e antipsicóticos são usados para diminuir os quadros de automutilação e os sintomas dissociativos.
Existem desafios únicos no tratamento de TPL. Na psicoterapia, um cliente por ser bastante sensível à rejeição e pode reagir negativamente (por ex, se mutilando ou abandonando a terapia) se sentir isso. Além do mais, profissionais da área podem se distanciar emocionalmente dos indivíduos com TPL por auto-proteção devido ao estigma associado com o diagnóstico.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

LOSE

Estou descontrolada,sem controle ,totalmente perdida...Não sei se quero me encontrar...Todas as vozes gritam novamente ,pior do que antes,pior do que nunca! Não consigo e não quero mais oprimir meus maus pensamentos...Simplesmente quero  perder o controle e me sinto terrivelmente mal por isso..Preciso se alivio,alivio imediato e as únicas formas de encontrar  ou são nocivas ou ilegais. Sinto-me a beira do abismo rumo a insanidade e sendo  cativada pelo ódio..MUITO ÓDIO!

Lágrimas...Muitas lágrimas...Sangue..Ódio..Obeseção.. e AMOR?
Talvez o ultimo posso nos salvar...Talvez o ultimo possa nos destruir!
Não,já estou destruída,completamente louca e não sei se quero voltar ao controle!

Algum dia tive controle?

terça-feira, 16 de outubro de 2012


É o sintoma mais angustiante que conheço, no inicio a sensação de bem estar é maravilhosa! E então a tempestade se forma e por horas a sensação de derrota e cansaço é inevitável.
O fracasso mostra que a única maneira de alívio seria o uso do "ato proibido",mas isso seria novamente um fracasso.
Estou perdendo tudo que amo.. O que já não é muita coisa! Estou perdendo o pouco sentimento que eu tenho. Os raios de luz de minha vida estão se apagando. A pessoa que amo foi embora sem data de volta... E será que volta?
E agora estou eu, novamente a beira do precipício, sem saber o que fazer, perdida em todos os meus devaneios. Mas eu já estou acostumada, sei que amanhã ou depois tudo volta ao normal... Isso se o amanhã chegar... Se eu permitir que ele chegue!
Até que uma próxima faísca faça tudo desmoronar novamente! Por que só basta isso, uma frase mal dita, uma frase não dita, coisas ditas... Como pode tão pouco causar tanto estrago? Como funciona as coisas aqui dentro? Quais hormônios são liberados?
Com certeza, liberados demasiadamente, pois há muita coisa ruim se passando em minha mente.
Mas será que é coisa da mente mesmo? Dizem que é uma síndrome. Se é síndrome, adquiri ou nasci assim?
Se eu nasci assim, qual foi o erro genético? E se eu adquiri,o que me Tornou assim?
Tudo se faz cinza..Nem branco,nem preto,apenas uma eterna monotonia depressiva. Tudo o que eu preciso é de um pouco de estimulo, mas onde está esse tal desconhecido?
Estou perdendo todos os meios que eu poderia ter de alcançar a "alegria colorida"..Não quero ver e não vejo saída.
Eu vou perder tudo e no fim me perder...

domingo, 14 de outubro de 2012

Eu tenho pena dos insetos que me picam...

















Sedentos por sangue de um sublime espírito
Mosquitos que tiram onda de vampiros
Que não se pague mais nem menos por isso
Sangue de bicho bom que faz bem ao ser ingerido
Pobres animais! Não existe no mundo bicho mais iludido!
Não percebem o ato anti-épico de seu sacrifício
Nada sabem sobre o sangue que bebem
Estão anos-luz de qualquer princípio científico
Degustam sangue imundo e fétido de ditadores e cúmplices assassinos
Bebida áspera infectada pela ignorância e obscurantismo
Calibrada com muita avareza, pitadas de crueldades, covardias e cinismos.
Eu tenho pena dos insetos que nos picam
Procuram em vão o sangue de Cristo
Se alimentam do sangue de um ser sinistro
Sinfonia bastarda que não é Frankenstein, nem Mefisto
É muito mais amigo da onça do que seu amigo
Não é esse o pior líquido
Que se pode oferecer a um outro ser vivo?
Travestidos de humanos, matreiros abutres carniceiros
Sangue-sugas sanguinárias sugando vidas por mais dinheiro
Religiosos fanáticos, burocratas insensíveis e insensatos
Nazistas estúpidos lunáticos, monstros intolerantes e antipáticos
Eu tenho pena dos insetos que me picam
Brindando em cálices de sangue sujo e pútrido
A carne recomposta de nossos ancestrais
O corpo esculpido de nossos deuses
O néctar patenteado de nossos demônios
Nossos fantásticos disfarces de humanos
Nitroglicerina ou cianureto não é tão funesto! nem tão inumano quanto!
È por isso que eu tenho pena dos pobres insetos que estão me picando..

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dia das crianças...

O dia da inocência...Um dia que me lembra muitas coisas ruins e por si só já me faz sentir mal. Um dia que me lembra todas as coisas que talvez tenham me tornado o que eu sou... Um monstro!

Como se não bastasse todos os meus fantasmas voltando para me sombrar hoje,além disso a única pessoa que traz alguma luz para esse interior dominado pela escuridão está tentando se matar continuamente e eu estou sendo inútil pra ajudar em algo. A  única pessoa que me faz sentir algo está praticamente morrendo na minha frente e eu não posso fazer nada pra ajuda-la. Eu realmente posso dizer que amo essa pessoa,afinal ela é a única que faz meu lado sombrio parecer inexistente. Realmente espero que as coisas melhorem para ela,pra que o Passageiro volte a calar-se,pois a mistura de escuridão e sentimentos me deixa perdida,descontrolada,quase em colapso...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sexo! Está ai uma coisa que pode se identificar bem com meu lado sombrio,pois é algo que almejo e ao mesmo tempo odeio por existir.
Nesses dias de "crise" em que o passageiro sombrio luta pela  direção do volante da vida,minha mente se torna o lado mais promiscuo da terra,tudo o que eu vejo ou penso me conduz a pensar no quanto eu gostaria de ser amarrada,tocada e penetrada violentamente até atingir o orgasmo,e com esses pensamentos me masturbo várias e várias vezes. Talvez seja essa a forma que meu cérebro,ou sei lá o que,fugirem de toda essa tensão,esse sufocamento e vazio que me cercam,ou talvez eu seja mesmo só uma vadia doente! Mas esse não é o problema,o real problema é que sempre que acaba me sinto pior do que estava,sinto-me extremamente mal e todo o vazio e solidão interior aumenta...E então sempre me pergunto por que diabos continua fazendo repetidas vezes se isso me faz sentir enojada,enjoada e vazia? Não sei responder,apenas sei que não consigo parar de pensar em sexo ou de me masturbar. Também não consigo mudar as coisas como queria e muito menos me livrar "dele".
Ainda me sinto nojenta,entediada e confusa. Mas talvez essa seja mesmo minha natureza. Ser a escória da terra e ser atraída por tudo que é estranho,nojento e errado.